Fiocruz Brasília encerra curso de Deslizamentos Rítmicos Antroposóficos com foco no cuidado humanizado no SUS

Fiocruz Brasília 27 de maio de 2026


Iris Pacheco (Psat/Fiocruz Brasília) 

 

Nesta segunda-feira (25), a Fiocruz Brasília reuniu cerca de 40 educandos e educandas para o encerramento do Curso Livre de Deslizamentos Rítmicos Antroposóficos, iniciativa coordenada pelo Programa de Promoção da Saúde, Ambiente e Trabalho (Psat).

 

A pesquisadora colaboradora do Psat, Ana Paula Milhomen, reforçou a relevância da iniciativa para ampliar os conhecimentos em práticas integrativas e complementares de cuidado. “É muito importante que as pessoas possam se aprofundar nas terapias externas e nos deslizamentos rítmicos, ampliando seu leque de aprendizado sobre as diversas práticas de cuidado”, ressaltou.

 

A formação buscou fortalecer práticas integrativas de cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS) e promover saúde e bem-estar por meio de técnicas corporais acessíveis, baseadas em toques suaves e no uso de óleos terapêuticos. A ação integra o conjunto de iniciativas do Programa  voltadas à construção de um cuidado integral, humanizado e conectado à promoção da saúde.

 

Para Alessandra Amorim, que atua há nove anos na área de deslizamentos rítmicos, o curso representa uma importante oportunidade de ampliar o cuidado humanizado dentro da saúde pública. “Achei incrível essa iniciativa da Fiocruz em promover esse curso que traz tanto calor humano, acolhimento e bem-estar. É uma terapia que equilibra os sistemas neurossensorial, rítmico e metabólico, trabalhando o ser na sua totalidade. Sentimos que é uma oportunidade de cuidar daqueles que cuidam também. As pessoas gostaram muito de tudo que vivenciamos e a iniciativa trouxe um impulso para levar ao SUS esse calor humano e esse acolhimento”, destacou.

 

Já a massagista rítmica Rosemarie Jungen, que atua há mais de 20 anos na área, trouxe a importância de levar a prática terapêutica para os ambientes hospitalares e de emergência. “O que mais me encantou foi poder chegar ao hospital através do SUS e alcançar as pessoas que estão diretamente em contato com os pacientes nas unidades e nos ambulatórios de emergência. É ali que essa terapia precisa chegar. Os deslizamentos podem ser aplicados diretamente nos leitos, quando a pessoa chega fragilizada, e podem trazer uma diferença importante no processo de cura”, afirmou.

 

Rosemarie também destacou a relação de confiança construída entre terapeuta e paciente. “É muito bonita essa conexão que o terapeuta desenvolve com o paciente, porque o toque foi desenvolvido de maneira a trazer aconchego e confiança.”

 

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são abordagens terapêuticas que têm como objetivo prevenir agravos à saúde, a promoção e recuperação da saúde com uma escuta acolhedora. Estas práticas foram institucionalizadas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (PNPIC) e, atualmente, o SUS oferece, de forma integral e gratuita, 29 procedimentos de PICS à população.

 

Fotos: Roberta Quintino (Psat/Fiocruz Brasília) 

 

LEIA TAMBÉM