Três programas de formação em Vigilância em Saúde da Fiocruz Brasília, por meio do Núcleo de Epidemiologia e Vigilância em Saúde (Nevs), foram classificados entre os melhores do Brasil pelo Laboratório de Inovação em Saúde – Iniciativas Educacionais em Epidemiologia Aplicada aos Serviços de Saúde do SUS (EpiLab) do Ministério da Saúde. O resultado foi divulgado nessa quarta-feira, 4 de fevereiro.
As experiências educativas: Programa de Residência Multiprofissional em Vigilância em Saúde e Turma Temática de Vigilância em Saúde em Rondônia do Mestrado Profissional em Políticas Públicas em Saúde (MPPPS) – em parceria com a Fiocruz Rondônia, o Instituto de Educação em Saúde Pública de Rondônia (Iespro) e a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) – alcançaram o 2º e 3º lugares, respectivamente, no Eixo 1 – Formação acadêmica em epidemiologia aplicada. Para essa categoria, foram homologadas 24 iniciativas de todo o país.
Já o curso de Especialização em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) Intermediário logrou o 2º lugar no Eixo 2 – Epidemiologia de Campo. A avaliação do EpiLab considerou critérios de integração entre ensino e serviço, impacto na prática profissional, sustentabilidade e desenvolvimento de competências em epidemiologia aplicada ao SUS.
O EpiLab recebeu 162 iniciativas educacionais de todo o país via publicação de edital, das quais 73 foram homologadas para a etapa de classificação. A iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), é voltada ao reconhecimento de experiências educacionais que fortalecem a prática da epidemiologia nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O reconhecimento é fruto do trabalho intenso que tem sido feito para formar pessoas para atuar no SUS, na área de epidemiologia e vigilância em saúde. Para isso, tem sido importante a cooperação intensa com o Ministério da Saúde e as secretarias dos estados e do Distrito Federal”, afirma o coordenador do Nevs/Fiocruz Brasília, Claudio Maierovitch.
Segundo o coordenador, o Núcleo tem como característica a dedicação à vigilância voltada para o SUS. “Não é especializado em uma determinada doença ou agente. Dessa forma, apoia as decisões, a atuação, comunicação e formação em temas que surgem como necessidades do Sistema”, ressalta Maierovitch.
Formação para além do Centro-Oeste
As coordenadoras desses programas de formação em vigilância em saúde, Noely Moura, Tânia Portella e Priscila Bochi afirmam que a parceria com o Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e demais secretarias de saúde são fundamentais para a integração entre formação e serviço.
“O Programa [de Residência Multiprofissional em Vigilância em Saúde] está formando sua primeira turma de residentes este ano e se prepara para iniciar a terceira turma, o que demonstra sua consolidação e sustentabilidade. Esse avanço só é possível graças às parcerias estabelecidas no território do GDF e ao apoio do Ministério da Saúde, além do Nevs e da Escola de Governo Fiocruz-Brasília, que possibilitam criar e sustentar espaços institucionais que permitem o desenvolvimento de programas inovadores de formação”, destaca Tânia Portella, coordenadora-adjunta do Programa de Residência Multiprofissional em Vigilância em Saúde.
Para Noely Moura, coordenadora do MPPPS, a turma temática de Vigilância em Saúde em Rondônia é uma forma de ampliar o olhar regional, trabalhar de forma integrada com as unidades da Fiocruz, levar oportunidades para os alunos e profissionais que atuam no SUS em outras localidades.
“A gente conseguiu extrapolar os muros da Fiocruz Brasília e ampliou o acesso na formação qualificada de vigilância e saúde, principalmente na Região Norte, tão carente de oportunidades, além de promover essa equidade na formação e fortalece o SUS em todo o território”, assinala a coordenadora.
A Especialização em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) Intermediário encerra a turma Centro-Oeste no segundo semestre desse ano, mas já tem previsão de uma nova turma Sudeste para 2027, de acordo com a responsável técnica pelo EpiSUS, Priscila Bochi, que vislumbra uma repaginação nas aulas a distância do curso.
“Investir mais na formação que está indo tão bem e que merece esse cuidado. O reconhecimento demonstra a nossa experiência nessa caminhada, sobretudo o nosso comprometimento na formação desses profissionais, que é complementar, uma educação permanente dos profissionais do SUS, e, ao mesmo tempo, mostra também o engajamento dos próprios estudantes, que são profissionais que precisam dimensionar trabalho, vida pessoal e formação”, pondera Priscila.
Sobre o EpiLab
O Laboratório de Inovação em Saúde – Iniciativas Educacionais em Epidemiologia Aplicada aos Serviços de Saúde (EpiLab) é uma iniciativa da Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços, do Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (CGDEP/Daevs/SVSA/MS) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que considera o papel estratégico da epidemiologia aplicada nas práticas de vigilância em saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Clique aqui para conferir a classificação final do EpiLab.
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