Tecnologias Educacionais na Saúde são tema de ciclo de debates na EFG

Por: Mariella de Oliveira-Costa
17/05/2019

Mariella de Oliveira-Costa

Nesta quarta-feira, 15 de maio, a Fiocruz Brasília sediou nova sessão do 2º Ciclo de Debates Educação, Saúde, Ciência e Tecnologias em Mar Aberto. Durante a abertura do evento, que teve como tema as Tecnologias Educacionais no contexto da Saúde, o coordenador de monitoramento e avaliação da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), Alysson Feliciano Lemos, falou sobre a Escola Fiocruz de Governo (EFG), o Núcleo de Educação à Distância (Nead) e a UNA-SUS.

O professor do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, João Augusto Mattar Neto, ressaltou o constante crescimento da Educação à Distância, mesmo em meio às resistências que parte da sociedade brasileira tem a essa modalidade de ensino e aprendizagem. Ele comparou com a cultura dos Estados Unidos, onde já há disciplinas obrigatórias em cursos de ensino médio regular, online, e uma regulamentação consolidada sobre homeschooling, por exemplo. “Para se discutir e tomar decisões é preciso uma visão integral do processo, e não só casos isolados”, afirmou. Ele ressaltou o pioneirismo da Fiocruz em acompanhar a tendência de valorizar e pesquisar as novas formas de produção de conhecimento aliada às novas tecnologias, citando o grupo de pesquisa do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), que tem um grupo de pesquisa específico sobre Jogos e Saúde.

A diretora de Educação à Distância do Instituto Federal de Brasília, Rute Bicalho, apresentou o conceito de andragogia, ciência dedicada ao aprendizado de adultos e que prega o ensino baseado na sua experiência prévia e na solução de problemas, com foco na interação, valores e pontos de partida de cada adulto.

O diretor da empresa Raleduc, Rafael Lacerda, afirmou que a tecnologia está fazendo pelo nosso cérebro o que as máquinas a vapor fizeram pelos nossos braços durante a revolução industrial. Segundo ele, o poder da inovação não está só nas empresas, mas na mão de qualquer um a um custo mais baixo do que em épocas anteriores. “Quem trabalha com educação deve entender o motor do ecossistema inovador: rebeldia, conhecimento e capital”, disse.

O debate é parte das ações do grupo de pesquisa que está em processo de formação na Escola Fiocruz de Governo (EFG), no desenvolvimento e aplicação dos recursos educacionais para Educação e Saúde na Escola Fiocruz de Governo.

 

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