A Fiocruz Brasília iniciou, em setembro de 2025, a turma Centro-Oeste do Curso de Especialização EpiSUS. A aula inaugural foi marcada por celebração e reconhecimento do papel estratégico da formação para o fortalecimento da vigilância em saúde no Brasil. A iniciativa reúne profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) em um processo formativo que alia teoria e prática, com o objetivo de ampliar a capacidade de resposta a emergências de saúde pública em todo o país.
O coordenador do Núcleo de Epidemiologia e Vigilância em Saúde da Fiocruz Brasília, Claudio Maierovitch, enfatizou o caráter pioneiro da especialização no Brasil e sua relevância para a consolidação da vigilância em saúde. “O EpiSUS é a primeira e única especialização formal em epidemiologia de campo existente no país. Mais de 95% dos especialistas certificados no Brasil passaram por aqui. Nosso objetivo é formar profissionais que falem a língua da epidemiologia, aplicando o método científico à saúde para buscar causas, determinantes, medidas de prevenção e correções necessárias. Isso transforma não só a prática profissional, mas também a forma de olhar para o mundo”, disse.
O médico sanitarista destacou, ainda, que o curso busca consolidar um campo de atuação cada vez mais conectado com a atenção primária e outros níveis do sistema de saúde, ampliando a capacidade de resposta do SUS. Durante a cerimônia, foi lembrado que o curso representa mais que a formação acadêmica de especialistas, é um passo fundamental para a consolidação da vigilância em saúde e a proteção da população brasileira. “Sabemos que decisões mais bem embasadas e melhor preparo para responder às emergências se traduzem em mais qualidade para os serviços de saúde e em mais segurança para a população”, reforçou Maierovitch.
Criado em 2019, o nível intermediário do EpiSUS teve sua primeira turma com 19 profissionais. Dois anos depois, em meio aos desafios da pandemia de covid-19, o curso foi adaptado para o formato híbrido, ampliando seu alcance e possibilitando a formação de centenas de especialistas em diferentes regiões. Desde então, a trajetória foi de expansão.
De acordo com o coordenador do curso, Agenor Álvares, esse resultado só foi possível graças à parceria entre a Fiocruz Brasília e o Ministério da Saúde. Agenor reforçou a importância da dedicação dos participantes e da seriedade do processo formativo e relembrou os desafios enfrentados ao longo da história do curso, especialmente na adaptação durante a pandemia, ressaltando que manter a essência e a qualidade da formação sempre foi prioridade. “Nossa missão é garantir qualidade e compromisso naquilo que fazemos no serviço de saúde”, enfatizou.
Acesse aqui o guia do estudante da turma da Região Centro-Oeste.
