Roberta Quintino (Psat/Fiocruz Brasília)
O Programa de Promoção da Saúde, Ambiente e Trabalho (Psat/Fiocruz Brasília) lançou, no domingo (28), em Caxias do Sul (RS), o projeto Rima na Origem: Juventudes que Transformam – Saúde, Trabalho, Cultura e Direitos. A atividade reuniu representantes de instituições públicas, movimentos sociais e organizações parceiras para dar início à iniciativa que vai percorrer diferentes cidades gaúchas utilizando a arte como ponto de partida para discutir temas que cruzam o cotidiano das juventudes. Além de Caxias do Sul, o projeto será desenvolvido em Gramado, Novo Hamburgo, Porto Alegre e Pelotas, ampliando o diálogo com jovens de diferentes territórios do estado.
A proposta parte de uma linguagem já presente na vida de muitos jovens: a música, a poesia, a rima e outras expressões da cultura urbana. A partir dessas manifestações, a formação convida os participantes a refletirem sobre saúde, mundo do trabalho, direitos, participação social, mudanças climáticas e território, conectando experiências pessoais com questões coletivas. As atividades serão organizadas em duas oficinas realizadas aos finais de semana, e abordarão “Saúde e Mundo do Trabalho”, “Saúde não é Mercadoria” e o “O Corpo que Trabalha”.
Durante os encontros, os jovens serão estimulados a construir narrativas, a compartilhar vivências e produzir expressões artísticas capazes de traduzir suas percepções sobre o trabalho, o cuidado, o corpo, o ambiente e os desafios enfrentados em seus territórios. A metodologia combina educação popular, criação coletiva e linguagens artísticas para fortalecer a escuta, o pensamento crítico e a participação social.
Para a pesquisadora do Psat, Virgínia Corrêa, esse projeto será um marco para a promoção da saúde, pois ele irá por meio da cultura e do Hip Hop, das vozes das juventudes, reconhecer desafios e potencialidades dos territórios, reafirmando que a promoção da saúde também passa pelo fortalecimento da identidade, da autoestima, da participação social e da luta por direitos.
O projeto também propõe ampliar a compreensão sobre saúde. Em vez de restringir o debate à ausência de doenças, a formação aborda fatores como condições de trabalho, qualidade de vida, justiça social, mudanças climáticas e direito ao território. A cultura aparece como ferramenta para estimular reflexões, fortalecer vínculos comunitários e incentivar o protagonismo juvenil, transformando a arte em instrumento de participação social e defesa de direitos.
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