Curso da Fiocruz de Agentes Populares Promoção da Saúde e da Igualdade Racial chega à etapa final em Porto Alegre

Fiocruz Brasília 24 de junho de 2026


Roberta Quintino (PSAT/Fiocruz Brasília)

 

Entre os dias 29 de junho e 3 de julho, acontece, em Porto Alegre (RS), a terceira e última etapa do Curso Livre Agentes Populares de Promoção da Saúde e da Igualdade Racial (APPSIR). A iniciativa reúne lideranças negras de movimentos sociais, de religiões de matriz africana, representantes de conselhos de direitos e profissionais da saúde, e é vinculada ao Núcleo de Equidade, Gênero e Raça do Programa de Promoção da Saúde, Ambiente e Trabalho (Psat) da Fiocruz Brasília.

 

O objetivo do curso é qualificar os participantes para a análise crítica da realidade, a intervenção nos territórios e a incidência política. Com a conclusão desta etapa, o projeto busca fortalecer a capacidade de articulação dos agentes e ampliar sua participação nos territórios, nos espaços de controle social, como conselhos, fóruns e redes institucionais e locais, contribuindo para a implementação e o fortalecimento de políticas públicas intersetoriais.

 

A formação é fundamentada nos princípios dos Direitos Humanos, da participação social e da intersetorialidade, e seu foco está no enfrentamento ao racismo estrutural e na consolidação de políticas públicas que integrem a promoção da saúde e a igualdade racial no país.

 

Iniciado em janeiro de 2026, o curso chega agora à sua etapa final na capital gaúcha, com a participação direta de 16 educandos e educandas, Agentes Populares que atuam diretamente em seus territórios, movimentos sociais e espaços da saúde coletiva e envolveram mais de 200 pessoas neste processo de reflexão.

 

Neste último módulo, os participantes irão debater temas centrais para a conjuntura da saúde pública e para a valorização dos saberes tradicionais. Entre os assuntos da programação estão: “SUS em disputa: quais são os desafios atuais para defender a saúde pública?” e “O quilombo e o terreiro como espaços de cuidado e saúde”.

 

A programação também inclui debates sobre os saberes e fazeres do cuidado e as medicinas tradicionais e ancestrais afro-brasileiras. Além de reflexões sobre Educação Popular em Saúde, as lutas sociais no campo da saúde e os processos de construção e fortalecimento das políticas públicas.

 

 

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