Fiocruz Brasília participa do “Seminário Nacional Saúde nas Periferias: dados de favelas e comunidades urbanas”

Fiocruz Brasília 11 de dezembro de 2025


Fiorenza Cadore (CTIS/Fiocruz Brasília)

 

Evento reúne instituições, pesquisadores e comunidades para qualificar a produção de dados territoriais e fortalecer políticas públicas voltadas às periferias

 

Teve início nesta quarta-feira, 10 de dezembro, em Brasília, o Seminário Nacional Saúde nas Periferias: dados de favelas e comunidades urbanas, que segue até sexta-feira, 12 de dezembro. Realizado no Edifício-Sede dos Correios, o encontro reune instituições públicas, pesquisadores, coletivos e organizações sociais dedicadas à produção e ao uso qualificado de dados sobre territórios periféricos. A Fiocruz Brasília é uma das parceiras do seminário, ao lado do Ministério da Saúde, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério das Comunicações (MCom).

Na abertura do evento, a Fiocruz Brasília foi representada pelo coordenador do CoLaboratório de Ciência, Tecnologia, Inovação e Sociedade (CTIS), Wagner Martins, que apresentou a PICAPS – Plataforma de Inteligência Cooperativa com Atenção Primária à Saúde. Em sua fala, Wagner destacou que a iniciativa se organiza em quatro eixos de articulação — governo, academia, comunidade e comitês locais de enfrentamento à crise — compondo um modelo cooperativo voltado à produção de conhecimento territorial e à qualificação das políticas públicas.

O professor Wagner Martins enfatizou a importância da troca de saberes unindo ciência e prática cotidiana. Segundo ele, o objetivo é articular o conhecimento científico, a experiência dos serviços de saúde e dos processos produtivos existentes nos territórios, e o saber popular, formando uma “espiral da aprendizagem” capaz de revelar o “genoma dos territórios” — uma compreensão profunda e contextualizada das dinâmicas sociais, sanitárias e econômicas.

O seminário tem como propósito fortalecer a integração entre instituições públicas, organizações sociais e comunidades, promovendo o uso de dados territorializados para qualificar diagnósticos em saúde e orientar políticas públicas baseadas em evidências, com foco na redução das desigualdades.

Nesta quinta-feira (11), a programação conta com mesas de debate transmitidas on-line, abordando temas como produção oficial e não oficial de dados, integração de cadastros e registros administrativos, análise territorial e desafios para representar a diversidade das realidades urbanas.

A sexta-feira (12) será dedicada a uma oficina presencial conduzida pelo IBGE, com orientações sobre o conceito de favelas e comunidades urbanas utilizado pelo Instituto, além de demonstrações práticas sobre acesso e uso das bases de dados oficiais.

 

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