Contribuições da Fiocruz para as eleições 2026: Compromisso 1 – Fortalecer o SUS

Fiocruz Brasília 16 de setembro de 2026


Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Em carta aberta à sociedade, às candidaturas e às equipes de formulação, a Fiocruz aponta o porquê a saúde precisa estar no centro das escolhas eleitorais de 2026. Para isso, foram elencadas prioridades para um Brasil mais justo, saudável e preparado para o futuro, estabelecendo sete compromissos para colocar a saúde no centro do debate.

Conheça o primeiro compromisso:

FORTALECER O SUS E VALORIZAR QUEM CUIDA

O Sistema Único de Saúde (SUS) é uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. É o SUS que está presente na vacinação, na atenção básica, nos atendimentos de urgência, na vigilância em saúde, nos transplantes, no controle de epidemias, na assistência farmacêutica, na saúde mental e em tantas outras ações que fazem diferença na vida da população, como ficou evidente durante da pandemia de Covid-19. Fortalecer o SUS é proteger a população e fortalecer a capacidade do país de cuidar das pessoas em todas as etapas da vida. O envelhecimento populacional (com aumento de condições crônicas e demandas por cuidado) e os novos desafios de saúde exigem um SUS cada vez mais forte.

Nenhum projeto de futuro para o Brasil será sólido se a população não puder contar com um sistema público de saúde capaz de prevenir doenças, oferecer cuidados continuados, responder rapidamente a crises e estar efetivamente presente em todos os territórios. Isso exige financiamento adequado, organização das redes de cuidado, forte valorização dos profissionais e capacidade permanente de resposta diante de emergências sanitárias.

Por isso, a Fiocruz defende como prioridades:

• garantir financiamento adequado, estável e progressivo para o SUS. Isso quer dizer investimento público em saúde de 7% do PIB até o final do próximo mandato;

• fortalecer a atenção primária à saúde, ampliando sua presença e sua capacidade de resolver problemas perto de onde as pessoas vivem;

• fortalecer e estruturar as redes regionalizadas de atenção à saúde, com ações de investimento para superar vazios assistenciais, ampliar a oferta pública, reduzir os tempos de espera para atenção especializada, promover a integração assistencial e reduzir desigualdades regionais no acesso a serviços, profissionais e tecnologias;

• valorizar as trabalhadoras e os trabalhadores da saúde, com melhores condições de trabalho, formação, carreiras públicas, adequado número e distribuição de profissionais nas diferentes regiões;

• preparar o sistema para resposta a emergências sanitárias, com ações regulatórias, de incorporação tecnológica, monitoramento, educação permanente, articulação intersetorial e intergovernamental entre vigilância e assistência;

• regular de forma vigorosa o setor privado de saúde (suplementar), garantindo o cumprimento de obrigações no acesso a ações e serviços e a qualidade da atenção, inibindo preços abusivos e imprevisíveis e evitando a competição com o SUS por estruturas e profissionais.

Acesse o documento na íntegra.   

Período eleitoral

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