Psat/Fiocruz Brasília participa do XIV COPENE Nacional e debate equidade em saúde e territórios saudáveis

Fiocruz Brasília 5 de agosto de 2026


Roberta Quintino (Psat/Fiocruz Brasília)

 

Pesquisadores do Programa de Promoção da Saúde, Ambiente e Trabalho (Psat) da Fiocruz Brasília, participaram da programação do XIV Congresso Nacional de Pesquisadores(as) Negros(as) (COPENE Nacional), realizado entre os dias 28 e 31 de julho, na Universidade de Brasília (UnB).  O Congresso é considerado um dos principais espaços de produção e circulação do conhecimento sobre relações raciais no país, e reuniu pesquisadores, estudantes, movimentos sociais e instituições para discutir o tema “Consciência Negra: contribuição do pensamento afrodiaspórico para a democracia brasileira”.

 

A edição, que contou com mais de 3 mil pessoas do Brasil e de países africanos e da América Latina, também celebrou os 55 anos da primeira evocação do 20 de Novembro como data de valorização da luta e da resistência da população negra, iniciativa realizada em 1971 pelo Grupo Palmares, em Porto Alegre (RS).

 

No dia 29 de julho, pesquisadores vinculados ao Psat apresentaram o trabalho “Agentes Populares de Promoção da Saúde e da Igualdade Racial: Formação-Ação de Base Territorial”. A atividade contou com a participação do pesquisador e coordenador do Programa, André Dutra Fenner e do pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e integrante do Psat,  Mateus Brito  e por Carlos Alberto de Souza, da UnB.

 

A apresentação destacou experiências de formação e atuação de agentes populares comprometidos com a promoção da saúde e da igualdade racial nos territórios, reforçando estratégias de educação popular, participação social e fortalecimento das comunidades como elementos fundamentais para a construção de práticas de cuidado voltadas às necessidades locais.

 

Outro destaque da programação foi o painel temático “Interseccionalidades, antirracismo e equidade em saúde: caminhos na construção de territórios saudáveis”, que debateu como diferentes formas de desigualdade, como racismo, sexismo, colonialidade e outras estruturas de opressão, influenciam as condições de vida e saúde da população brasileira.

 

A mesa contou com a participação da vice-diretora da Fiocruz Brasília, Denise de Oliveira, de Mateus Brito (UFBA/Psat), da pesquisadora do Psat Andrea Bomfim e de outros convidados.

 

As discussões ressaltaram a importância da interseccionalidade como ferramenta para fortalecer políticas públicas de equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), articulando participação social, atuação intersetorial e valorização dos saberes ancestrais e populares produzidos nos territórios.

 

O painel também apresentou experiências desenvolvidas por movimentos sociais negros e quilombolas em parceria com a Fiocruz Brasília, apontando estratégias de cuidado emancipatório, participação comunitária e fortalecimento das tecnologias sociais construídas nos territórios.