Fiorenza Cadore (CTIS/Fiocruz Brasília)
Iniciativa da Fiocruz Brasília em parceria com a União Planetária reúne pesquisadores, educadores, representantes de instituições e comunidades para atividades de formação e diálogo territorial
No dia 28 de agosto, a Bona Espero, na Chapada dos Veadeiros, recebeu o lançamento do CoLaboratório-Escola de Ciência, Cidadania e Justiça Ambiental, iniciativa da Fiocruz Brasília em parceria com a União Planetária.
A proposta articula ciência, saberes locais e participação social a partir das realidades e demandas de diferentes territórios. O CoLaboratório-Escola não corresponde a um espaço físico, mas a uma iniciativa de articulação, formação e produção compartilhada de conhecimento.
O CoLaboratório–Escola de Ciência, Cidadania e Justiça Ambiental surge como uma resposta sociotécnica estruturante aos desafios do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE). Seu objetivo central é promover a transformação dos territórios do Cerrado em espaços verdadeiramente saudáveis, sustentáveis e solidários (TSSS), articulando comunidades, academia, gestão pública e movimentos sociais.
O encontro reuniu representantes de instituições públicas, pesquisadores, educadores, lideranças e integrantes de comunidades, com atividades voltadas à troca de experiências e ao diálogo sobre ciência, saúde, meio ambiente e participação social.
A diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, destacou o caráter coletivo da iniciativa e a perspectiva de construção de caminhos para um futuro mais justo e menos desigual. “Por essa possibilidade de estarmos juntos e juntas aqui, construindo um outro futuro, mais bonito, mais justo, menos desigual e que a gente sabe que é muito possível. Obrigada. Muito obrigada”, afirmou.
Para Wagner Martins, coordenador do CoLaboratório de Ciência, Tecnologia, Inovação e Sociedade (CTIS/Fiocruz Brasília), a iniciativa está relacionada à construção de novas formas de pensar a saúde e o desenvolvimento dos territórios.
“A gente tem um projeto grande para ser realizado, um projeto que envolve um conceito novo de saúde, que é a saúde planetária, mas que nós estamos trazendo junto à saúde única. É uma conjunção de conceitos que visa a nos ajudar a implementar um modelo de desenvolvimento territorial que seja saudável, sustentável e solidário”, afirma.
Formação de monitores territoriais integrou a programação
Entre as atividades realizadas durante o lançamento esteve a Formação de Monitores Territoriais. A formação aborda a participação de pessoas e comunidades na observação e compreensão de questões relacionadas aos territórios, considerando aspectos ambientais, sociais e de saúde.
A atividade integra a proposta do CoLaboratório-Escola de conectar processos formativos, conhecimento científico e experiências locais.
Manifesto pela Vida, pelo Cerrado e pela Saúde Planetária
A programação também incluiu a assinatura do Manifesto pela Vida, pelo Cerrado e pela Saúde Planetária. O documento reúne compromissos relacionados à defesa do Cerrado, à justiça socioambiental, à ciência cidadã e à participação popular.
A iniciativa também relaciona esses temas ao conceito de saúde planetária, que considera as conexões entre a saúde das populações, as condições ambientais e os ecossistemas.
Articulação entre ciência e saberes territoriais
O lançamento apresentou a proposta do CoLaboratório-Escola e reuniu diferentes atores envolvidos em atividades de pesquisa, educação, participação social e atuação territorial. A iniciativa parte da articulação entre conhecimento científico e saberes produzidos pelas próprias comunidades, considerando as características e os contextos de cada território.
As atividades realizadas na Chapada dos Veadeiros marcaram o início dessa agenda de formação, diálogo e construção compartilhada de conhecimento.
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