Encontro de Saberes abre atividades do segundo semestre letivo da Fiocruz Brasília

Fernando Pinto 19 de agosto de 2026


A Escola de Governo Fiocruz-Brasília realizou, nesta terça-feira (18), o Encontro de Saberes: interculturalidade e construção compartilhada de conhecimentos, atividade que marcou o início do segundo semestre letivo de 2026.

 

A iniciativa foi concebida como um espaço de diálogo e aproximação entre diferentes formas de conhecer, aprender, ensinar e produzir conhecimento. A proposta busca valorizar a diversidade de saberes e estimular a troca de experiências entre diferentes sujeitos e territórios.

 

O Encontro de Saberes parte do reconhecimento de que o conhecimento é plural e se constrói a partir de diferentes experiências, trajetórias e formas de compreender o mundo. Nesse sentido, a atividade promoveu o diálogo entre saberes acadêmicos, tradicionais, populares, comunitários e territoriais, fortalecendo a construção compartilhada de novos aprendizados.

 

Para Luciana Sepúlveda, diretora executiva da Escola, iniciar o semestre letivo com um Encontro de Saberes representa uma oportunidade potente de ampliar a compreensão sobre saúde. “É uma outra forma de pensar a saúde que nos envolve. Precisamos olhar para a saúde de maneira mais ampla e promover o cuidado para além dos equipamentos e dos serviços. Os grupos presentes nos territórios, com suas práticas e movimentos, também promovem saúde. Por isso, é tão importante abrir o semestre com o Encontro de Saberes e seguir refletindo a partir de uma perspectiva ampliada da saúde”, destaca.

 

Segundo Luciana, essa visão também pressupõe reconhecer a diversidade, fortalecer as relações entre as pessoas e o meio ambiente e enfrentar as diferentes formas de violência. “É impossível ter saúde sem respeito pela diversidade do outro. É impossível ter saúde sem boas relações entre as pessoas e o meio ambiente. É impossível ter uma boa saúde em uma sociedade marcada por tanta violência”, afirma.

 

Em mensagem gravada, a diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, deu as boas-vindas aos estudantes e desejou que o Encontro de Saberes fosse uma experiência inspiradora e potente. Ela também desejou um segundo semestre marcado por muitas construções coletivas, em diálogo e conexão com o território.

 

Antes de dar continuidade à programação, foi realizada a leitura da Nota de Reconhecimento Territorial, em um gesto de valorização das ancestralidades e de reconhecimento dos saberes e das histórias que constituem o território.

 

A programação contou ainda com uma mesa de diálogos sobre o Encontro de Saberes, que abordou suas bases conceituais, experiências, metodologias e possibilidades de articulação com instituições públicas de ciência, tecnologia, educação e saúde.

 

Participaram da atividade o professor da Universidade de Brasília (UnB), José Jorge de Carvalho; a diretora e fundadora da Articulação Pacari de Plantas Medicinais do Cerrado e vice-coordenadora da Rede Cerrado de Goiás, Lucely Pio; e a agricultora e educadora indígena Teka Potiguara. O debate foi mediado pela pesquisadora da Fiocruz Brasília, Ana Gretel.

 

Ao longo do debate, foram compartilhadas experiências e perspectivas que ampliaram o olhar sobre as possibilidades de diálogo entre diferentes sistemas de conhecimento. A atividade reforçou o Encontro de Saberes como um espaço de escuta, aprendizado, compartilhamento e construção coletiva, reconhecendo que a aproximação entre diferentes saberes pode contribuir para a produção de conhecimentos mais plurais, democráticos e conectados aos territórios e à vida.