Na última sexta-feira, 7 de agosto, a pesquisadora da Fiocruz Brasília Ana Gretel Echazú Böschemeier participou, em Buenos Aires, do conversatório “QUILOMBO. Os caminhos de uma palavra entre Brasil e Argentina”, realizado na sede da Universidade Nacional de Tres de Febrero (UNTREF).
O encontro discutiu o processo de elaboração de um livro dedicado aos usos, deslocamentos e sentidos da palavra de origem banto kilombo em diferentes contextos latino-americanos. A conversa abordou relações entre linguagem, memória, territorialidade e experiências de comunidades afro-latino-americanas no Brasil, na Argentina e em outros países da região.
A publicação em preparação conta com o apoio da Secretaria de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiro e Ciganos, do Ministério da Igualdade Racial (Brasil), e do Centro de Estudos Brasileiros da UNTREF (Argentina).

O debate contou com a participação da artivista afro-uruguaia Victoria Morante e foi coordenado por Patricia Fogelman, historiadora cultural. O diálogo também abordou diferentes experiências afro-latino-americanas e as formas pelas quais a palavra quilombo circula e adquire significados em diferentes contextos nacionais.
A atividade foi organizada pelo Programa de Pesquisa DIVERSA, do Centro de Estudos Brasileiros da UNTREF, com participação do Instituto de Ciências Antropológicas da Faculdade de Filosofia e Letras da UBA, EACyP/UBA, Grupo de Pesquisa Boas Práticas pela Justiça Epistêmica/CNPq – Fiocruz Brasília e da Escola Interdisciplinar de Altos Estudos Sociais – IDAES/UNSAM.
A participação da pesquisadora integra a programação acadêmica relacionada aos estudos sobre relações raciais, memória, produção de conhecimento e contextos latino-americanos.
Fotos: Victoria Politi