Sistema Alimentar de Saúde: desafios e potencialidades

Por: Fiocruz Brasília
27/08/2018

A Fiocruz Brasília sedia nesta segunda e terça-feira, 27 e 28 de agosto,  o Seminário Sistema Alimentar de Saúde: desafios e potencialidades.A atividade faz parte da parceria entre a Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz, e visa fortalecer as ações em andamento e construir uma agenda comum na área de alimentação entre as instituições para os próximos anos.

A abertura do Seminário contou com o vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz (VPAAPS) Marco Menezes; a diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, a coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde Michele Lessa; a representante da Comissão Intersetorial de Alimentação e Nutrição do Conselho Nacional de Saúde, Zaira Salerno e a representante da Comissão Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde, Patricia Gentil.

O assessor da Fiocruz em Ambiente da VPAAPS, Guilherme Franco Netto apresentou os objetivos do Seminário, e lembrou alguns projetos de pesquisa que a Fiocruz desenvolve. Segundo ele, é necessário que se elabore uma agenda estratégica considerando a alimentação como elemento de sustentação da sociedade. “A mobilização para garantir a alimentação adequada da população brasileira é um desafio. Não basta só denunciar os agrotóxicos, mas construir um caminho de diálogo com a sociedade, a partir da agroecologia, por exemplo”, disse. A coordenadora do Programa de Alimentação, Nutrição e Cultura da Fioruz Brasília, Denise Oilveira e Silva, apresentou a agenda atual sobre  alimentação e nutrição da Fiocruz. 

A representante da Comissão Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde, Patricia Gentil, trouxe um breve  histórico de institucionalização do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional  (Sisan) no país, desde 2003 aos dias atuais. Ela lembrou que, a partir de 2014, houve aumento do número de famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, e que isso reflete diretamente nas condições de alimentação desta população. 

Em seguida, os dados sobre a obesidade no país foram apresentados pela coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde Michele Lessa. Ela alertou para a necessidade de prevenção desde a infância, e que o ambiente pode apoiar o enfraquecer a capacidade das pessoas agirem em seu interesse próprio. Segundo ela a ação regulatória do Estado é a mais efetiva para prevenção e controle do excesso de peso. “Ações como sobretaxar alimentos ultraprocessados, incentivar a produção e consumo de alimentos saudáveis, regular a publicidade para as crianças, e buscar a rotulagem nutricional frontal são essenciais”, disse ela, trazendo os avanços de países como México, Equador, Chile e Bolívia nesta agenda regulatória. 

A programação do Seminário vai contar também com trabalho em grupos sobre os avanços alcançados na agenda de alimentação pela Fiocruz nos últimos dez anos, os desafios para a agenda de alimentação e nutrição no país e as dimensões e estratégias de ação para cooperação entre as duas instituições.