Seminário premia os melhores trabalhos de pesquisa em saúde

Por: Fiocruz Brasília
16/12/2016

Foram três modalidades analisadas. Produção científica e avaliação de tecnologias em saúde foram temas dos debates do evento

O PesquisaSUS – I Encontro da Rede Distrital de Avaliação de Tecnologias em Saúde foi encerrado na tarde de hoje (16/12) com a entrega de menção honrosa a dez trabalhos que obtiveram nota máxima. Foram agraciados trabalhos nas três modalidades: Pesquisa em Serviços de Saúde, Estudo de Avaliação de Tecnologias em Saúde e Relato de Experiências.

Veja a relação:

A- Oportunidades de formação em avaliação de tecnologias em saúde: mapeamento de cursos nacionais e internacionais – autores:  Johnathan Portela Galdino, Flávia Tavares Silva Elias, Erica Tatiane da Silva
B – Tecnologias de Saúde no Hospital da Criança de Brasília   –  autores:  Valdenize Tiziani, Erika Bomer Cagliari,      José Carlos Córdoba, Isis Quezado Magalhães     
C- Evidências para tomada de decisão sobre a implantação de Centro de Referência em Cirurgia Geral para procedimentos de média e baixa complexidade – autores:  Roberto José Bittencourt, Claudia Cardoso Gomes da Silva, Vanessa de Amorim Teixeira Balieiro, Beatriz Mac Dowell Soares, Luciano de Paula Camilo, Marcondes Siqueira Carneiro, Fábio Ferreira Amorim, Karlo Jozefo Quadros de Almeida  
D- Experiência de Avaliação de Tecnologias em Saúde no Hospital de Base do Distrito Federal Everton Macêdo Silva, Luciana Vieira Tavernad   
E- Uso de Protocolos de Atenção à Saúde na Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal- autores: Marcondes Siqueira Carneiro,   Célia Rodrigues de Sena, Cláudia Cardoso Gomes da Silva, Roberto José Bittencourt, Vanessa de Amorim Teixeira Balieiro, Beatriz Mac Dowell Soares, Fábio Ferreira Amorim,         Karlo Jozefo Quadros de Almeida
F- Cuidados paliativos para crianças dependentes de tecnologia na Unidade de Pediatria do Hospital Regional de Ceilândia SESDF – autores: Arlete Hosana de Oliveira, Thatiana Soares Gimenes, Shirley Rocha, Thamires Mendonça, Carla Almeida Maniero, Eduardo Alberto de Morais, Gabriela F Dias Bertasso       
G – Oseltamivir para tratamento da Influenza:  Estudo documental e bibliográfico sobre o contexto brasileiros – autores: Rayzah Teodoro de Oliveira, Daiana Araújo da Silva, Walkiria Aparecida Ferreira de Almeida, Erica Tatiane da Silva    
H- Ouvidoria Ativa em saúde na Rede Cegonha do Distrito Federal – autores: Karlo Jozefo Quadros de Almeida, Francis Nakle de Roure, Leila Bernarda Donato Gottems, Roberto José Bittencourt, Regina Maria Dias Buani dos Santos, Fernanda Viana Bittencourt, Fábio Ferreira Amorim
I – Desenvolvimento de software como ferramenta de gestão do tempo de espera da UPA: estudo piloto – autores:  Arnaldo Machado Neto, Guilherme Freitas Dias, Vanessa Amorim Teixeira Balieiro, Fábio Ferreira Amorim, Karlo Josefo Quadros de Almeida, Cláudia Cardoso Gomes da Silva, Jaqueline Lima de Souza, Sriram Dasu; e,
J – Modelo de atenção à saúde de adultos em situação de rua com tuberculose pulmonar no Distrito Federal     – autores: Luciana Guerra Gallo, Flávia Tavares Silva Elias, Ana Carolina Esteves da Silva Pereira, Juliana da Motta Girardi, Wildo Navegantes de Ar                                                                                                                                 

Debate

Profissionais de saúde, gestores, pesquisadores, docentes e estudantes participaram de debates sobre a produção técnico científica, redes de cooperação em saúde, pesquisa em serviços de saúde e estudo de avaliação de tecnologias em saúde. O vice-diretor da Fiocruz Brasília, Wagner Martins, falou sobre a relação político, econômica e global que influencia tomadas de decisões na área da saúde e a produção de ciência no mundo. Como no caso do zika vírus, que se tornou uma situação de emergência em saúde pública de importância nacional no país, e aumentou o número de publicações sobre o tema e produção conhecimento mais rápida.

De acordo com Wagner Martins, a influência política social também afeta a tecnologia em saúde, definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a aplicação de conhecimento e habilidades organizadas nas formas de dispositivos médicos, vacinas, procedimentos e sistemas desenvolvidos para resolver problemas, evitar doenças e melhorar a qualidade de vida da população.

Ele ressalta que uma política pública não pode ser aplicada sem uma avaliação e interação social entre diferentes profissionais, possível através de uma rede sociotécnica. A avaliação, segundo o pesquisador, gera conhecimento considerando os diferentes saberes para tomada de decisão. O espaço virtual foi destacado por ele como uma forma de conectar diferentes profissionais e disponibilizar informações. “A ideia é ter grandes bases de dados que permitam planejar, coletar, analisar e disseminar a informação. É possível fazer isso para as redes sociotécnicas, onde as evidências coletadas podem se aliar à avaliação tecnológica”, explica.

Martins lembra que é fundamental prospectar o futuro e filtrar o que é prioridade e desenvolver uma nova forma de atuar a tecnologia já existente. “São possibilidades que ajudam a tomar decisões na escolha de tecnologias que estão para surgir e na decisão do presente, com avaliação tecnológica. Esses elementos articulados ajudam no processo decisório e as redes a se conectarem”, afirmou.

A coordenadora do Programa de Evidências em Políticas e Tecnologias (Pepts), Flávia Elias, falou sobre a Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias de Saúde (Rebrats). A rede existe há 10 anos e reúne órgãos gestores e instituições de ensino e pesquisa para elaborar estudos de Avaliação de Tecnologias em Saúde, prioritários para o sistema de saúde. São 104 instituições e 1094 pessoas envolvidas.

A produção de artigos científicos abordada pelo professor do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC/USP) Valtencir Zucolotto. Ele apresentou técnicas sobre estrutura e a linguagem para o público visando melhorar a qualidade dos artigos científicos redigidos no Brasil.  

O seminário teve como objetivo apresentar relatos de experiências, pesquisa em serviços de saúde e estudos de evidências clínicas e econômicas para avaliar tecnologias em todas nas fases de introdução, monitoramento e gestão nos serviços de saúde e identificar parceiros para a criação de uma Rede Distrital de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ReDATS).