Núcleo de Epidemiologia e Vigilância em Saúde – NEVS

 

O Núcleo de Epidemiologia e Vigilância em Saúde (NEVS) desenvolve atividades voltadas para o ensino, a pesquisa e a difusão de conhecimentos epidemiológicos para profissionais da saúde e outros setores relacionados.

 

Como linhas de interesse, destacam-se as relacionadas na Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), descritas na Resolução Nº 588, de 12 de julho de 2018 do Conselho Nacional de Saúde, tendo como base as estratégias para organização da Vigilância em Saúde.

 

O setor conta atualmente com um experiente corpo de docentes e profissionais, constituído por doutores, mestres e especialistas. Mantém integração permanente com os serviços de saúde, realizando uma reflexão crítica sobre os modelos de vigilância em saúde implantados no Brasil, procurando subsidiar mudanças nas práticas desenvolvidas pelas organizações do setor.

 

As ações desenvolvidas, por meio de consultoria em gestão de processos de vigilância em saúde, formação de recursos humanos, a partir de programas de pós-graduação, assessorias, participação em comitês técnicos e parcerias no desenvolvimento de projetos de cooperação, são fortalecidas por uma rede de colaboração que inclui diversas instituições nacionais e internacionais, entre as quais, destacam-se:

 

– Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (CIDACS/IGM/Fiocruz Bahia);

– Outras unidades da Fiocruz;

– Ministério da Saúde;

– Ministério da Defesa;

– Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF);

– Universidade de Brasília (UnB);

– Universidade Federal da Bahia (UFBA) – Instituto de Saúde Coletiva (ISC);

– Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);

– Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

 

PROJETOS EM ANDAMENTO

 

Projeto de desenvolvimento da Plataforma de vigilância de longo prazo para a Zika e Microcefalia no âmbito do SUS (Plataforma Zika)

A “Plataforma Zika – Plataforma de vigilância de longo prazo para a Zika e suas consequências” é coordenada pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/IGM/Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). A iniciativa visa ao aprimoramento do conhecimento científico sobre a doença e o apoio na adoção de medidas de saúde pública mais adequadas ao enfrentamento da tríplice epidemia ocasionada pelos vírus Zika, Dengue e Chikungunya.

 

A plataforma está estruturada em cinco eixos centrais, que desenvolverão soluções integradas relacionadas a estudos epidemiológicos; prospecção de pesquisas; desenvolvimento de redes de colaboração entre a sociedade, instituições científicas e tecnológicas; procedimentos de segurança, privacidade e curadoria dos dados; e preceitos de ciência e dados abertos.

 

Os trabalhos contam com uma Coorte de Nascimentos para acompanhar o registro de crianças nascidas no Brasil por um período de 30 anos. Serão analisados dados de morbidade e mortalidade, sociais, e de serviços, visando ao aprimoramento do conhecimento científico sobre as consequências do vírus Zika e apoio na adoção de medidas mais adequadas para o enfrentamento da tríplice epidemia.

 

Colaboram com a plataforma mais de 40 pesquisadores oriundos da Fiocruz (Rio de Janeiro, Brasília e Bahia), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade de Brasília (UnB) e London School of Hygiene & Tropical Medicine.

 

Website: https://cidacs.bahia.fiocruz.br/plataforma/zika/

 

Programa de Pesquisa em Leishmanioses: uma Solução para Saúde Pública

 

A construção do Programa de pesquisa em leishmanioses: uma solução para saúde pública teve início nas discussões do Fórum das Unidades Regionais da Fiocruz (FUR), e foi corroborada nas discussões com alguns especialistas de instituições parceiras presentes no primeiro encontro do grupo participante do projeto – chamado primeira oficina -, em novembro de 2014.

 

Uma segunda oficina foi realizada nos dias 29 e 30 de junho de 2015, contando com 22 especialistas, quatro diretores regionais da Fiocruz e uma equipe de analistas e pesquisadores da Fiocruz Brasília. A ação cooperativa esteve focada na identificação e formulação de portfólio de projetos direcionados a buscar efetividade de esquemas terapêuticos no tratamento de casos humanos de Leishmaniose Tegumentar Americana e de Leishmaniose Visceral.

 

Os componentes do programa foram divididos em: drogas alvos candidatas; drogas existentes avaliadas; análise de patentes e negociação de medicamentos para saúde pública, e plataforma de governança da rede.

 

A articulação dos pesquisadores das diferentes fases do processo de produção científica permitiu montar um programa de pesquisa com foco na solução de um problema de saúde pública a ser realizado na forma de trabalho em rede, conectando a pesquisa básica, o desenvolvimento tecnológico, a pesquisa clínica e os serviços.

 

Rede Criptococose Brasil – Pesquisa clínica e epidemiológica da criptococose no Distrito Federal

 

Constituída em Brasília no final de 2013, a Rede integra, além de pesquisadores da Fiocruz Brasília, representantes da Secretaria de Estado de Saúde do DF, por meio do Laboratório de Micologia Médica do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF), da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Católica de Brasília (UCB). A criptococose é uma micose sistêmica de elevada letalidade e morbidade.

 

Além da realização de estudos retrospectivos, são também resultados da criação da Rede na Capital Federal a execução de projetos de pesquisa para profissionais da Rede SUS DF em nível de mestrado e doutorado. A implantação da RCB no DF tem por objetivo criar um sistema de vigilância da criptococose, estudar o seu perfil epidemiológico e a evolução clínica dos casos da forma primária e oportunista no DF e Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), identificando fatores de risco associados aos diversos desfechos clínicos e viabilizando a construção de subprojetos para estudá-los.

 

O grupo faz o acompanhamento da ocorrência de casos de criptococose no DF, a partir dos resultados de laboratório do Lacen-DF, possibilitando saber quantos pacientes estão com criptococose, fazer trabalhos prospectivos e colher informações clínicas e epidemiológicas no DF. Em setembro de 2017, a RCB-DF apresentou resultados de suas pesquisas no Congresso Brasileiro de Infectologia, realizado em setembro daquele ano no Rio de Janeiro.

 

No Brasil, a RCB foi constituída em 2011 na Fiocruz (RJ), e atualmente conta com a adesão de profissionais de saúde e pesquisadores de universidades, institutos de pesquisa, hospitais e laboratórios de saúde pública de 21 estados, entre eles Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, Piauí, Minas Gerais, Roraima e Distrito Federal.

 

Militares expostos ao histoplasma em uma gruta na região da Chapada Imperial em Brazlândia /DF em junho de 2017. Estudo de série de casos

 

Em junho de 2017, um grupo de Bombeiros Militares do Distrito Federal que participou de um curso de resgate em uma caverna na Chapada Imperial, em Brazlândia (DF), foi internado com suspeita de histoplasmose – infecção causada pela inalação de esporos de um fungo encontrado em fezes de pássaros e de morcegos. Este projeto objetiva realizar um estudo descritivo de série de casos com os militares que apresentaram os sintomas.

 

Os indivíduos selecionados serão entrevistados em relação ao seu grau de exposição e outras variáveis individuais e epidemiológicas. Os indivíduos que desenvolveram a histoplasmose terão suas histórias clínicas e exames laboratoriais levantados por meio do prontuário médico. Além disso, serão coletadas para análise amostras de solo, excreções e partes de cadáveres de morcegos encontradas na gruta. Com isso, o projeto produzirá um estudo descritivo de série de casos com os militares expostos à histoplasmose.

 

PUBLICAÇÕES

§ Conti, R. V., Lane, V. F. M., Montebello, L., & Junior, V. L. P. (2016). Visceral leishmaniasis epidemiologic evolution in timeframes, based on demographic changes and scientific achievements in Brazil. Journal of vector borne diseases, 53(2), 99. – http://www.nimr.org.in/assets/532099.pdf

§ Sousa, A. I. A. D., & Pinto Júnior, V. L. (2016). Análise espacial e temporal dos casos de aids no Brasil em 1996-2011: áreas de risco aumentado ao longo do tempo. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 25, 467-476. – https://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-96222016000300467

§ Lucas Júnior, J., Santos, I. B. D., Pinto Júnior, V. L., & Nicola, A. (2016). Distribuição de tipos moleculares de Cryptococcus gattiino Brasil: uma revisão bibliográfica. Comun. ciênc. saúde, 27(2), 159-166.

§ Sousa, A. I. A. D., & Pinto Júnior, V. L. (2016). Carga viral comunitária do HIV no Brasil, 2007-2011: potencial impacto da terapia antirretroviral (HAART) na redução de novas infecções. Revista Brasileira de Epidemiologia, 19, 582-593. – http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v19n3/1980-5497-rbepid-19-03-00582.pdf

§ Júnior, J. L., Júnior, V. L. P., Nicola, A. M., & dos Santos Lazera, M. (2017). Implantação da Rede de Criptococose Brasil no Distrito Federal-RCB-DF. Revista de Medicina e Saúde de Brasília, 6(2). – https://bdtd.ucb.br/index.php/rmsbr/article/view/8756

§ Teixeira, M. G., Costa, M. D. C. N., Carmo, E. H., Oliveira, W. K. D., & Penna, G. O. (2018). Vigilância em Saúde no SUS-construção, efeitos e perspectivas. Ciencia & saude coletiva, 23, 1811-1818.

 

Coordenação

Claudio Maierovitch Pessanha Henriques| (61) 3329-4600

 

Equipe

Tainá Raiol

Erica Tatiane da Silva (Parceria com PEPTS)

Joaquim Lucas Júnior

Jose Agenor Alvares da Silva

Mariana Pastorello Verotti (Parceria com PEPTS)

Paulo Biancardi Coury 

Wanderson Kleber de Oliveira

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