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29/08/2017

Pesquisadores da Fiocruz Brasília vão ministrar curso em Moçambique na área de alimentação e nutrição


Valéria Vasconcelos Padrão

No decorrer do mês de setembro, profissionais da Fiocruz Brasília estarão em Moçambique para ministrar o curso “Formação em Governança em Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) e institucionalidade das Políticas Públicas”.  Direcionado para o Secretariado Técnico de SAN de Moçambique, o curso resulta de acordo discutido no decorrer da semana passada em reuniões com a presença de representantes do governo e da embaixada moçambicana, dos ministérios da Saúde, Desenvolvimento Social e Relações Exteriores do Brasil e da Fiocruz (Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação; Centro de Relações Internacionais em Saúde e Fiocruz Brasília).

O curso será ministrado em Maputo, capital do país, e no distrito de Monapo, na província de Nampula, para 100 profissionais que atuarão como multiplicadores no país. Este é o primeiro curso na área de alimentação e nutrição que a Fiocruz desenvolve em acordo com o país africano. Adélia Araújo, assessora da Coordenação Geral de Pós-Graduação da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, disse em apresentação feita à missão moçambicana que acordos anteriores resultaram na formação de 58 alunos egressos de mestrados em Ciências da Saúde (IOC; INCQS, INI), em Sistema de saúde (ENSP, IAM) e Medicina Tropical –Virologia (IOC) e dois cursam doutorado.

Denise Oliveira e Silva, coordenadora do Programa de Alimentação, Nutrição e Cultura (Palin) da Fiocruz Brasília, explica que a proposta é elaborar um programa de formação de pessoas em SAN, englobando desde cursos técnicos (nível médio), especialização até mestrado e doutorado, envolvendo toda a estrutura da Fiocruz. Tal iniciativa atende acordos internacionais firmados pelo governo brasileiro (Sul/Sul e Palops – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e está dentro do plano Quadrienal da Fiocruz.

Os 100 profissionais treinados devem atuar, com supervisão à distância da Fiocruz, como multiplicadores de conhecimentos nas demais províncias. “Moçambique tem 11 províncias e cada uma tem sua peculiaridade cultural. Temos de conhecer, estudar e ver como a formação se dará em cada local”, observou a pesquisadora.

Fabiana Damásio, diretora da Escola Fiocruz de Governo, localizada na Fiocruz Brasília, afirma que, para a Escola, a formação de profissionais para Moçambique tem sido uma grande oportunidade, uma possibilidade de interlocução de conhecimentos e experiências. E que a construção da estratégia pedagógica a partir da produção de sentidos e da realidade local estimula a construção de uma memória coletiva e a de uma rede efetiva de alimentação e nutrição.

 

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