Fiocruz marca presença na 6ª CONADIPI

Fernando Pinto 17 de dezembro de 2025


Brasília sedia, de 16 a 19 de dezembro, a 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CONADIPI), espaço estratégico para o fortalecimento da pactuação interfederativa, o aprimoramento da formulação de políticas públicas e a promoção de sua implementação com base na realidade dos territórios e na participação social.

 

A Conferência integra um amplo processo participativo iniciado no começo do ano, que mobilizou a sociedade em cerca de 2,6 mil etapas municipais, intermunicipais, estaduais, distrital e conferências livres em todo o país. Nesse contexto, a Fiocruz Brasília esteve entre as instituições que realizaram conferência livre preparatória para a etapa nacional. O encontro, realizado em 10 de setembro, teve como foco o debate sobre o direito à educação digital para pessoas idosas.

 

Com o tema “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação”, a 6ª CONADIPI reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a promoção de um envelhecimento digno, inclusivo e equitativo.

 

A diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio participou da mesa de abertura juntamente com representantes do poder público, conselhos, movimentos, coletivos e lideranças que, juntas, reafirmaram o compromisso com a defesa dos direitos da pessoa idosa e com a construção de políticas que respeitem as múltiplas velhices.

 

Ao declarar aberta a 6ª CONADIPI, a ministra Macaé Evaristo destacou que o envelhecimento é um processo plural, diverso e singular. “Não existe uma única velhice. Existem muitas formas de viver o tempo. Infelizmente, ainda temos muitas pessoas e grupos no nosso país que não tem condição de envelhecer. Nossa luta é para que todas as pessoas tenham direito ao envelhecimento de qualidade”.

 

A titular do MDHC celebrou o retorno presencial da CONADIPI após nove anos e relembrou a realização de três conferências nacionais estratégicas, LGBTQIA+, Direitos Humanos e Pessoas Idosas, destacando a centralidade da participação popular na formulação de políticas públicas eficazes. A ministra também enfatizou a pluralidade dos processos de envelhecimento e a necessidade de garantir o direito a envelhecer com dignidade, reconhecendo e honrando as conquistas históricas das pessoas idosas na construção da Seguridade Social brasileira.

 

Histórico

 

Segundo o Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 15% da população brasileira tem 60 anos ou mais, o que indica que o Brasil já é considerado um país envelhecido. No entanto, o envelhecimento ocorre de forma distinta para os diferentes grupos e classes sociais, refletindo desigualdades históricas e estruturais que impactam o processo de envelhecer no Brasil.

 

O cenário evidencia a urgência de políticas públicas que considerem a diversidade das múltiplas velhices e enfrentem idadismo — forma de discriminação baseada na idade que restringe a participação social e o exercício pleno da cidadania. Assim, a CONADIPI cumpre papel estratégico ao promover uma escuta ampla e qualificada entre governo e sociedade civil.

 

Com informações do MDHC / Fotos: Clarice Castro/MDHC

 

Clique no vídeo abaixo e assista à gravação da cerimônia de abertura 

 

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