Beatriz Muchagata (CTIS/Fiocruz Brasília)
Encontro realizado na UFPA, em parceria com a Fiocruz Brasília, reuniu mais de 30 participantes para discutir cenários futuros de Saúde Única, bem-viver e mudanças climáticas
A Oficina “Política Pública Viva: Saúde Única e Bem-Viver nos Territórios” reuniu mais de 30 participantes, no dia 12 de novembro, na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Pará (UFPA). A atividade foi promovida em parceria entre a UFPA e o Colaboratório de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (CTIS) da Fiocruz Brasília, e contou com a presença de estudantes, pesquisadores, lideranças sociais, representantes institucionais e profissionais da saúde, que se reuniram para discutir desafios e perspectivas para os territórios amazônicos.
Com foco na reflexão coletiva e na construção de políticas públicas vivas, o encontro teve como principal objetivo realizar uma análise prospectiva, projetando cenários futuros para os próximos dez anos relacionados à Saúde Única e ao bem-viver. O debate considerou os impactos das mudanças climáticas e suas implicações sobre a saúde, o meio ambiente e as formas de convivência e cuidado nos territórios.
Durante a programação, os participantes foram convidados a refletir sobre caminhos possíveis para o fortalecimento de políticas públicas integradas e sustentáveis, valorizando as diversas formas de conhecimento. A proposta reforçou a importância de construir soluções coletivas que dialoguem com a realidade local e respeitem a diversidade socioambiental da região.
Entre as contribuições apresentadas, Luciney Vieira, liderança de movimento social, destacou a importância da defesa dos territórios, da coletividade e da justiça socioambiental, ressaltando o papel das comunidades na proteção da vida e na promoção da equidade. A professora Tânia Araújo, da Fiocruz, trouxe reflexões sobre a interdependência entre seres vivos e os desafios globais da saúde, com ênfase nas conexões entre Saúde Única e mudanças climáticas. Já Melissa Vieira, da Contag Bahia, abordou o conceito de bem-viver, a agroecologia e o papel do movimento sindical na construção de políticas públicas orientadas pela vida, pelo cuidado e pela comunidade.
Marcada pela troca de saberes e pela integração entre diferentes áreas do conhecimento, a oficina se destacou como um espaço de diálogo e cooperação entre instituições de ensino, pesquisa e movimentos sociais. A iniciativa reforçou o compromisso coletivo com a promoção da saúde, a sustentabilidade ambiental e o fortalecimento do cuidado integral com os territórios amazônicos, evidenciando o potencial transformador das ações colaborativas no enfrentamento dos desafios contemporâneos.
LEIA TAMBÉM