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12/06/2018

Fiocruz Brasília realiza 8ª Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC)


Mariella de Oliveira-Costa

O pensamento científico produz verdades falseáveis e respostas limitadas. O que você produzir hoje na ciência, pode ser a verdade que outra pessoa ou você mesmo vai refutar amanhã. A partir da desconstrução da ciência como conhecimento absoluto e irrefutável, o físico e professor da Universidade Católica de Brasília Diego Nolasco, fez a palestra de abertura da 8ª Reunião Anual de Iniciação Científica da Fiocruz Brasília, nesta segunda-feira, 11 de junho. 

A fala do pesquisador, que fez seu pós-doutorado no Massachussets Institute of Technology apresentou a evolução nas formas de se encarar o mundo a partir do conhecimento religioso, seguido do conhecimento filosófico até chegar ao conhecimento científico. O método científico, tal como vemos hoje, é o que diferencia o pensamento científico de outros tipos de conhecimento. Pela ciência, ao se aplicar o mesmo método para solucionar um determinado problema, é possível obter o mesmo resultado, ou evoluir o pensamento para algo novo. 
Sem considerar que um tipo de conhecimento é mais importante que outro, ele apresentou as ideias de Descartes a Karl Popper, de Aristóteles ao escritor e divulgador científico Isaac  Azimov, de maneira descontraída e atual, ressaltando a importância dos erros como parte do processo de busca do saber. Segundo ele, questões sem resposta são melhores que respostas inquestionáveis – e os cientistas devem pensar assim. 

O palestrante criticou a cultura anti-intelectualista no Brasil, com muita gente que valoriza a ignorância e o dinheiro, mas desvaloriza o conhecimento científico e um diploma universitário. Ele ressaltou que as ciências são a base para a geração de inovações, ou seja, algo para além da novidade, que gera benefício de maneira sistêmica a longo prazo. 

Premiação 
Os cinco trabalhos de iniciação científica desenvolvidos no último ano foram avaliados por bancas de três pesquisadores. O estudo Efetividade do oseltamivir no tratamento de casos graves de influenza no Brasil, 2013 a 2016, realizado pela estudante de saúde coletiva da Universidade de Brasília Laila Oliveira foi classificada em primeiro lugar. Ela foi orientada pela pesquisadora do Programa de Evidências em Políticas e Tecnologias de Saúde Erica Silva. A estudante escolheu participar da iniciação científica pois teve interessem em se aprofundar no conhecimento científico para além do que aprendia na Faculdade de Saúde. “A Fiocruz Brasília é uma instituição de excelência e aqui pude compreender a importância da ciência muito além da sala de aula”, disse.  

Sua orientadora é a coordenadora da Iniciação Científica na Fiocruz Brasília e lembrou que a RAIC inaugura a utilização da plataforma Latíssimo, na instituição. “Tanto as inscrições quanto a emissão de certificados estão no escopo do novo sistema de cursos livres da Fiocruz ”, afirmou. 
A coordenadora da Escola Fiocruz de Governo, Luciana Sepúlveda, lembrou que atividades de iniciação científica são fundamentais e estratégicas para o campo da ciência e tecnologia. “A pesquisa deve ser apresentada aos estudantes de graduação como um espaço para melhor compreender o mundo e a importância de se levar o conhecimento produzido para a sociedade, ” afirmou. 

Clique aqui para acessar as fotos da atividade. 

 

A estudante da UnB Laila Oliveira (1o lugar na RAIC) e a orientadora Érica Silva. 

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